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O outro lado do pano

Até há três anos atrás, o Teatro não me dizia nada, ou muito pouco. Até há três anos atrás, o Teatro da Escola estava no fundo da lista das coisas que eu tinha como necessárias para a minha realização pessoal. Há três anos atrás, fiz o meu primeiro papel no Grupo de Teatro da ESAB. Hoje, não vivo sem o Teatro.
No 9º ano, fiz uma visita guiada ao TMB e fiquei fascinada. No ano seguinte, estreei-me com uma mera frase monocórdica e um rodar de saias. No 11º já tinha nome: Helena. Tinha um amado, tinha uma vida, tinha problemas, tinha um personagem a construir; era a desgraçada! Agora, no meu último ano do secundário, subi mais um degrau nesta escada e enfrento o maior desafio que alguma vez poderia ter. Cleópatra, conhecem? É verdade. Até ao início deste ano lectivo, quando ouvia este nome, vinha-me logo à memória uma frase que, um dia, li num livro: "Era uma badalhoca, roubava-nos os homens bons todos!". Hoje, surgem-me muitas mais, sinal que o guião já vai encaminhado.
Este paleio todo, que não interessa a ninguém, só para dizer que me sinto realizada neste aspecto tão importante da minha vida. Não totalmente, pois isso é sentimento para o ligar das luzes e soar dos aplausos, mas sinto a evolução que sofri, o que é bom, e, sobretudo, sinto que cresci.
Adoro representar, dá-me um gozo tremendo estar em cima do palco. Estou completamente ansiosa, receosa e nervosa com a chegada da estreia. Mas também estou extremamente motivada e cheia de vontade de subir ao palco e dar tudo para que "António e Cleópatra" seja o maior sucesso de todos os tempos!

"Aqui vou amante, que a coragem prove agora o meu direito a tal nome!"


Joana Seca, 12º B

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terça-feira, 11 de maio de 2010 Posted in | | 2 Comments »

Deixem-nos mas é dormir!

Segunda de manhã. Custa tanto! Acordar, levantar, vestir... estava-se tão bem a dormir! Não pensamos todos isto? Eu penso, pelo menos. E mesmo sabendo que no dia seguinte vai ser assim, quem tem vontade de se ir deitar Domingo à noite? Hoje quando acordei (ou melhor, quando me fizeram acordar)pus-me a pensar: afinal porque precisamos tanto de dormir? Quer dizer, se não fosse necessário dormir tantas horas, éramos bem capazes de aproveitar mais o tempo. Ou, quem sabe, se calhar instalava-se era a preguiça, a vontade de nada, já que tínhamos mais horas livres. Seja como for, não concordo nada que tenhamos aulas tão cedo. E, mais uma vez, não sou a única. Russel Foster, professor de neurociências na universidade de Oxford, testou a memória de 200 alunos, entre as 9h e as 14h, acabando por concluir que os jovens são mais eficientes de tarde do que de manhã. Os seus relógios biológicos funcionam de modo relativamente diferente do dos adultos, só começando a memória a trabalhar com eficácia duas a quatro horas depois de acordar, dependendo da pessoa. "Se os adolescentes se levantam tarde, não é por serem preguiçosos, mas porque biologicamente estão programados para tal", afirma Foster. Não seria, então, uma boa opção apostar num horário lectivo que não nos obrigasse a levantar quando ainda nem o sol brilha por detrás dos montes? Devo dizer que, para mim, essa ideia é deveras aliciante. Adoro dormir.

Inês Oliveira (Escola Secundária Miguel Torga)

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terça-feira, 4 de maio de 2010 Posted in | | 0 Comments »

Portugal, o mundo e a corrupção.


Todos sabemos que, infelizmente, ainda existe muita corrupção em Portugal e no Mundo. É como uma “praga” que nos afecta em quase todos os sectores. É inadmissível que, em pleno século XXI, haja tanta falta de escrúpulos, por parte de pessoas em que a maior parte da população deposita esperança e confiança…

Empresários, políticos, árbitros, treinadores e jogadores, alguns deles parecem não conseguir travar a ânsia de quererem sempre mais. No entanto, esquecem-se de que há pessoas a viverem com menos de 500 euros mensais, e que, embora indirectamente, eles prejudicam cada vez que praticam tráfico de influências, extorsão, suborno ou nepotismo.

Portugal, de acordo com o estudo elaborado pela “Transparency Internacional”, em 2006, está na vigésima sexta posição dos países menos corruptos a nível mundial e em décimo quarto da União Europeia. Embora tenha uma posição melhor relativamente a países como a Eslovénia (28º), Itália (45º); Grécia (54º), ficou atrás da Espanha (23º), Estados Unidos (20º), França (18º) e Alemanha (16º) que foram considerados países mais fiáveis. Portugal obteve a mesma classificação do ano anterior, o que demonstra que as medidas contra a corrupção não estão a ser tão eficazes como seria desejável.

A corrupção não é um tema novo que tenha surgido recentemente. É, também, bastante difícil de se combater, mas num mundo onde o ser Humano deve ser o mais justo, honesto e civilizado possível, cabe à Justiça descobrir a verdade e, se tal se verificar, garantir que este tipo de situações seja rápida e severamente punida, em especial nos países livres, a quais Portugal pertence, onde tal não tem acontecido.


Carolina Xavier

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segunda-feira, 26 de abril de 2010 Posted in | | 0 Comments »

O que guarda um guarda-chuva?

Guarda-chuva, quem não conhece tal instrumento que tanto ajuda nos dias em que o S. Pedro decide pregar uma partida aos terráqueos?

Pois bem, é nesses dias cinzentos que dá prazer passear na rua, sentir o “ping ping” por cima de nós e ver a imensa diversidade destes seres particulares. Eles são pretos, azuis, castanhos e amarelos. Correm o arco-íris, todas as formas possíveis e imaginárias, aos quadrados, losangos, às flores e aos burros a fugir. Até transparentes já os vi! Mas que fique bem claro que os guarda-chuvas não escolhem idade. As criancinhas também têm direito a ter uma protecção deste género. E que bonitos que são! Joaninhas, abelhinhas, sapinhos, com olhinhos para cima ou perninhas para baixo. Muito tentadores, confesso. Assim sim deve dar gosto passear pelas ruas à chuva! Claro que há sempre aqueles aventureiros que preferem aproveitar estes dias para “lavar a cabeça”, ou então aquelas senhoras todas XPTO que após uma ida ao cabeleireiro reparam que se esqueceram do “instrumento protector” e apoderam-se da primeira coisa que lhes aparece à frente para proteger o penteado, sendo as mais sacrificadas as pobres das carteiras e a ultima edição da revista das fofocas que haviam comprado para ler no tempo de espera.

Guarda-chuvas meus senhores, guarda-chuvas. Pode parecer que não, mas tornam-se um adereço como outro qualquer, um cachecol, um gorro, estando quase ao nível do colar ou dos simples brincos.

Às vezes pergunto-me, para quê um guarda-chuva? Não serve bem o capuz de um casaco ou alguma coisa do género? E depois de queimar alguns neurónios sabem a que conclusão chego? Não! Um guarda-chuva pode ser tão essencial na nossa vida como uma flor num jardim. Se não vejamos um exemplo da importância que o guarda-chuva pode ter na nossa vida: Imagine-se que o Manel vai na rua e, sem mais nem menos, começa a chover e ninguém estava prevenido para tal acontecimento. Ora é ai que o Manel se lembra que, algures na sua mochila tem um guarda-chuva. Pretexto ideal para dar uma “boleia” à Maria que, coitada, por azar, deixou o dela em casa. Se o nosso Manel até tiver sorte, o guarda-chuva é daqueles pequeninos, ora ele e a Maria vão ter que se ajeitar para não se molharem. E como se devem honrar as novelas mexicanas já se está mesmo a ver como vai acabar este dilúvio: “felizes para sempre”.

Pode agora o caro ouvinte constatar que o uso do guarda-chuva até pode ser divertido. Pense no Manel e na sua Maria! Vá-se lá saber se não é graças a um guarda-chuva que fica a conhecer o “grande amor da sua vida”.

Mas enquanto pensa, deixe o sossego e vá saber de um novo amigo destes, antes que o céu fique cinzento e caiam as primeiras gotas.

Joana Seca

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quarta-feira, 17 de março de 2010 Posted in | | 0 Comments »

Completos

Mais vale ser completo do que ser perfeito, dizia alguém!

Ser completo é ser capaz de se lançar na vida, com tudo aquilo que se é. Ser completo é ser capaz de viver cada um dos dias que nos passam pelas mãos, com a capacidade de saborear tudo aquilo que nos é dado.

Não somos perfeitos. Frequentemente temos de encarar os nossos limites e tomamos consciência das nossas fraquezas. Nem sempre somos tão bons quanto pensamos: também ferimos, também magoamos, também desesperamos. Também temos feridas, marcas de um passado, medos de um futuro incerto.

Mas sermos completos é sermos capazes de viver com tudo isto. É sermos capazes de encontrar sempre esperança no desespero, confiança apesar da fragilidade, amor apesar das mágoas. Viver completo é entregar todo o coração, tal como ele é, tal como nós somos, a uma vida que passa diante de nós. Importa é sermos capazes de viver, em tudo, apesar de tudo e com tudo.

Importa aceitar as feridas e faze-las descer ao coração em vez de apenas as fazer subir á cabeça. Na cabeça dificilmente encontraremos uma explicação satisfatória para o que nos magoa, no coração podemos encontrar no sofrimento uma força, capaz de nos lançar novamente além, ao lugar onde os sonhos se perderam e onde o dia se apagou.

Ressurgir sempre das tempestades que nos apagam a alma é a missão dos que se sabem feitos de barro, simples e fracos, mas que têm consciência que são também tesouros: preciosos demais para uma vida que precisa dos gestos, dos olhares, da música e do canto do seu coração. Porque cada um que vive, não é mais um apenas na multidão; cada um que vive é um único e irrepetível, com uma história sua, feita de silêncios e gritos, de dias e de noites, numa vida que se quer original, ao seu jeito.

Viver implica criar marcas nos corações dos que cruzam os nossos caminhos, lançar pontes rumo aos braços e abraços dos que nos amam… É acreditar sempre que ser completo é jogar tudo o que se é e tudo o que se tem, é o risco de viver a vida, o sonho e a liberdade, amando e sofrendo, querendo e perdendo.

Quem espera ser perfeito para viver, para amar, para crescer nunca começa sequer. Acha-se demasiado correcto para ser repreensível, para ter de mudar ou de progredir.

Quem procura ser completo sabe que já começou a viver; já amou e já sofreu, já acertou e já errou, já cresceu e já regrediu e sabe que o amor e o erro fazem parte da vida. Mas sabe também que é o modo como olhamos tudo o que nos acontece que determina tudo o que somos.

Podemos olhar-nos de muitos modos… Podemos ter muitas ideias sobre nós… Podemos ter muitas máscaras… Mas só quando aceitarmos o desafio de viver transparentemente, quando aceitarmos que estamos em construção, poderemos começar a perceber o real valor de toda a vida.

Joana Teixeira, 10ºB

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010 Posted in | | 0 Comments »